Comprei o cd da Maria Gadú há alguns meses. Comecei a me encantar pela voz dessa paulistana de 22 anos com a música "Altar Particular", um samba melancólico de letra e melodia maravilhosas. Depois veio "Escudos", "lounge" e "Encontro". Quando vi, não conseguia tirar o cd do carro. Mas o auge da minha admiração pela Gadú aconteceu no show desta última sexta (17/09).
Magrinha, miúda, trejeitos meio masculinizados, óculos de armação vermelha. Ela se torna gigante quando senta no seu banquinho e começa a tocar violão e cantar. A cada música, a casa lotada aplaude a artista. Ela responde com "obrigada" e sorrisos de canto. Olha para baixo. Tímida. Talvez não tenha se acostumado com a fama repentina. Cinco meses foram necessários para ela trocar São Paulo pelo Rio de Janeiro e já receber elogios entusiasmados de Caetano Veloso e Milton Nascimento. Talento. Essa é a única explicação para o sucesso que ela está fazendo. E espero que continue assim. Música de qualidade é sempre bem-vinda.
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